quarta-feira, 6 de julho de 2016

LE-N-GUAS: Versos em portunhol por Andrea Carolina Yinah



No princípio era porto e virou precipício na queda punhal.

Me di cuenta que la miel de las abejas sostiene mis presas afiladas sin prisa.

Por que arrancar as ervas daninhas em cada breu de esquina?

Le hago un cariño a mis pies vencidos, para que ganen algo distinto.

Pela fresta da janela um lampejo de libélulas em gozo.

Porque me tienen aquí amordazada con rosas blancas?

Corto meus pés no rio – ainda tenho mãos.

En el aire visto mis manos con cenizas aveludadas.

Queria poder ecoar meu grito em cada cavidade do teu corpo.

Uivos que saltan como niños jugando.

De que me servem os pés quando desaparece a estrada?

De mi espalda salen alas de acero para rasgar.

Cansei dos cogumelos.

Me di cuenta que nada pasa en la tierra si el agua no sale del suelo.

Derramo no fundo da garganta a solução.

Con la sal limpio heridas antiguas que se inflamaron en nódulos.

Decapitada ou degolada por mim mesma sempre fui.

Declaro mi Alma aprisionada Libre.

Desfaço as tranças de sangue que a mulher violentada usou na festa.

El tiempo es como la mujer-luna que cambia cambia cambia.






Andrea Carolina Yinah, filha de chilenos radicados no Brasil, é fisioterapeuta de formação e atua como terapeuta vibracional e holística (acupuntura, reike, cromoterapia etc), além de se aventurar em projetos como "Corpo-Clown" em que alinha conhecimentos holísticos a jogos teatrais para crianças e adolescentes.

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